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Tag Mobgrafia

Os fotógrafos Luiz Baltar e Eduardo Sardinha falam das tendências da fotografia mobile
Os telefones celulares têm cada vez capacidade de captação de imagens.

Imagens feitas com telefones celulares ganham cada vez mais espaço na fotografia. Feito com uma câmera de telefone, processados no telefone e até mesmo impresso a partir do telefone, essas imagens são cada vez mais presentes em exposições como um novo estilo. As diferenças entre e a fotografia feita pelo dispositivo móvel e as clicadas por câmeras são cada vez menos perceptíveis. Os smartphone estão caminhando para mais um tipo de câmera que toma seu lugar ao lado câmeras pin hole, câmeras DSLR, etc. Uma coisa é certa, não é a câmera o grande diferencial, mas sim, a visão e habilidade do fotógrafo que criam uma grande fotografia.

Liliane Reis recebe no estúdio Luiz Baltar, fotógrafo por formação e fascinado pelos temas sociais, aproveita o tempo gasto com o deslocamento de ônibus para fazer com seu celular belos ensaios, tendo como tema a cidade e as pessoas que cruzam seu caminho. Já Eduardo Sardinha, publicitário por formação e fotógrafo por paixão, encabeça o movimento MObgraphia, que estimula e cria condições para que as pessoas possam se reunir, debater, aprender e ensinar a fotografia mobile.

Publicado em 11/08/2016

Assista o vídeo no Estúdio Móvel

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[Encuentro – TOTAL FLAMENCO] Sinta a VIBE do “Encuentro”‼️

[Encuentro – TOTAL FLAMENCO] Muy Buenas Flamencos, Flamencas & Afines!!! É com muita honra que compartilhamos alguns momentos mágicos do nosso “Encuentro” – 2º Aniversario de TOTAL FLAMENCO!

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*Mobgrafia/Vídeo por Edu Sardinha

Publicado por Flavio Rodrigues em Quinta-feira, 2 de agosto de 2018

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Dickies Street Fest – Inauguração da Loja
Mobgrafia – Filmagem e edição iPhone7
Por: Eduardo Sardinha

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Especial para o meu amigo Luiz Carlos Big, que pediu uma edição com uma trilha original. 
Filmagem e Edição: Eduardo Sardinha (iPhone)
Trilha: Eduardo Sardinha (Viola)
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Fotos / Mobgrafias para calendário DCF Advogados

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Arte pelo celular

Por Paula Diniz

Será a mobgrafia mais um capítulo da história da fotografia? O celular já entrou no terreno da fotografia profissional?

Agora todo mundo é fotógrafo? E a arte, como fica? Será o fim das câmeras tradicionais? Cinco grandes fotógrafos de São Paulo nos dão uma luz sobre o presente e o futuro da aparentemente livre, leve e solta arte de fotografar com o celular Mobgrafia é o nome dado à arte da fotografia produzida por aparelhos móveis.

No mínimo, é mais um (gigante) avanço na linguagem fotográfica. Há quem diga que a evolução tecnológica dos aplicativos e câmeras é a nova revolução da fotografia.
Conversei com cinco fotógrafos profissionais que também usam a câmera do celular como ferramenta de trabalho.

De dois anos para cá, o território da fotografia de celular vem crescendo e se mesclando com o da fotografia profissional. Um dos principais veículos jornalísticos do mundo, o The New York Times, pela primeira vez, em 31 de março de 2013, utilizou em sua capa uma fotografia feita por um iPhone 4S e tratada no Instagram.

A imagem era do fotógrafo esportivo Nick Laham, que registrou com o celular os jogadores do New York Yankees, time de beisebol dos EUA.
A cobertura da guerra no Afeganistão feita durante dez anos pelo fotógrafo húngaro Balazs Gardi também foi um marco no fotojornalismo.

“Gardi trocou o pesado equipamento fotográfico por um iPhone e um aplicativo de edição. A troca poderia ser considerada trivial, não fosse o tema abordado. Com o áudio, as fotos e os vídeos capturados, fez uma rede social onde todo material era compartilhado e discutido entre os internautas”, lembra Cadu Lemos.

Outro caso memorável foi a cobertura do furacão Sandi, totalmente feita com celulares. As imagens foram parar na Time,Newsweek e no The New York Times. “Tudo aconteceu muito rápido, era preciso ter algo ágil nas mãos”, como disse o fotógrafo americano Chase Jarvis, “a melhor câmera é aquela que está sempre com você”.

Segundo Lemos, o ponto vital da fotografia por celular é a ligação com a rede de compartilhamento imediato. Além disso, o celular é leve, geralmente pequeno, e está sempre com a gente. “Com tanta facilidade, hoje só não fotografa quem não quer.”Hoje todo mundo produz e compartilha fotos. Isso banalizou a fotografia?

“Pelo contrário. Ainda veremos muita foto ruim e muita gente aprimorando o olhar, mas o maior acesso a fotos e o frequente exercício do olhar só fortalecem a arte. São oportunidades”, diz Lemos.

Com o celular, quem é o fotógrafo profissional e quem é o amador?
“Em um festival ou prêmio de fotografia tradicional, é possível criar categorias para fotógrafos profissionais e amadores, mas em um festival de fotografia por celular não dá para nomear dessa maneira”, explica Ricardo Rojas, parceiro de Lemos no movimento mObgraphia. Eles realizaram, em maio, a primeira exposição coletiva no Brasil, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo.

A exposição reuniu fotos de celular feitas por doze fotógrafos experientes, como Edu Sardinha, Juan Esteves, Ovidio Ferreira, os próprios organizadores e outros. Em junho realizam, de 9 a 15, o 1º Festival Samsung mObgraphia e o Prêmio Nacional Samsung mObgraphia, também no MIS.

Simples, mas nem tanto

Por mais simples que tenha se tornado, a fotografia ainda é uma operação complexa pelo resultado que se espera. É o que diz Gal Oppido: “Hoje, por falta de conhecimento, o fotógrafo é substituído e o resultado pode não ser o esperado.Nesse ponto, é preciso uma correção de rota do mercado”.“Adoro fotografar com celular, mas não adianta se iludir: algumas fotos feitas com uma Canon 5D, por exemplo, não se faz com o celular”, diz Edu Sardinha.
“Tecnicamente, qualquer um com um iPhone pode tirar as fotos que eu tiro. O que conta é o olhar. O meu está sempre atento, observando o movimento das pessoas, as cores, as formas… O bom fotógrafo tem essa atenção constante. Não é neurose, é natural. Estou no metrô e de repente vejo uma pessoa vestida de verde-limão. Pode render uma bela foto! A falta de recursos da câmera do celular faz com que eu me arrisque bastante. É preciso ir até o local da foto, não dá para contar com o zoom”, considera.
Segundo ele, existe o fator “ir atrás” e o fator “sorte”: estar no lugar certo na hora certa.

Mais treino, mais sorte

Para Gal Oppido, quanto mais treinado o olhar, maior a sorte.“Hoje todo mundo tem capacidade de captar imagens que lhe interessam de maneira mais fácil, mas a fotografia propõe um desafio, por isso é preciso treino e instrução. Eu fotografo todo santo dia e 90% das fotos que faço não são para trabalhos.”
“Estar pronto é tudo”, dizia Shakespeare. Para estar pronto, é preciso treinar sempre.
“O celular é uma boa ferramenta porque permite esse fitness do olhar. Quanto mais pronto estou, mais fácil fica processar uma situação. Daí vem a sorte”, completa Gal Oppido.

Menos é mais

#desafio

“Na fotografia por celular usamos basicamente as mesmas técnicas das câmeras tradicionais, só que no celular é mais difícil, porque há apenas duas possibilidades: luz e composição. Para todo o resto, a dificuldade é maior, e isso é instigante”, diz Lemos.
Sardinha também curte o desafio. “A dificuldade fez com que eu criasse um estilo específico. Gosto de me complicar para gerar um desafio maior.” Para ele, o grande mérito é realizar uma boa foto sem zoom, sem resolução e sem recursos.
“O iPhone compensa com a portabilidade, velocidade, conectividade e aplicativos para edição de imagem, como o Snapseed, e captação da imagem,como o Slow Shutter, que simula a abertura do diafragma, técnica que faço com a objetiva. É legal para fazer fotos com rastro.”

Sem romantismo

“Usar câmeras tradicionais no modo manual cansa muito”, diz Sardinha. “Se pensar que dá para ter essa mesma qualidade com menos peso e mais praticidade, eu não tenho romantismo,mudo mesmo. Sou superdigital, trabalho com tecnologia há mais de vinte anos. Com o celular, você perde um abismo de qualidade, mas tem a conveniência de estar com uma câmera ágil e leve sempre com você. Isso mudou a percepção de fotografia de maneira geral. Uma boa luz já é meio caminho andado para uma boa foto. Para mim, o mais importante na foto por celular não é a quantidade de megapixels, mas outros fatores, como velocidade da câmera. Por isso prefiro o iPhone.”

Adequação é tudo

#conceito

Arte livre, leve e solta, mas nem tanto. Fotógrafo consagrado no Brasil e no mundo, Juan Esteves garante: “O que importa é o conteúdo que você está produzindo, não a câmera. É preciso haver adequação do equipamento com o tema”.
Com o celular, Esteves passou a fotografar prédios “feios” no centro de São Paulo, transformando-os em imagens abstratas ou duplicadas. Daí nasceram duas séries: Endless Buildings (prédios sem fim) e Double Buildings (prédios duplicados).
“Faço captação e fusão das imagens com o celular. Para trabalhar com os prédios, o Hipstamatic é equivalente ao top de linha de câmeras tradicionais porque é adequado à linguagem que adotei. Quando uso o filme Dtype do Hipstamatic, que simula o daguerreótipo, busco ressaltar o lado mais dramático do cenário. Nem sempre ele é bonito, mas o aplicativo ressalta o conceito que busco,como a decadência de um edifício antigo e o caos arquitetônico que vivemos na metrópole.Uso essa mesma linguagem para uma série de nus que venho desenvolvendo. A ideia de desfoque e ‘coisa velha’ é interessante para esse trabalho também. Estou me valendo de um aplicativo para ressaltar um conceito.
Não uso filtros, só o Hipstamatic. Não importa a ferramenta, mas que ela traga um elemento para o conceito que quero utilizar. A massificação está justamente no contrário, na fotografia pasteurizada – o que não é problema da câmera do celular, mas da fotografia em geral. O celular e o compartilhamento nas redes sociais só demonstraram a pasteurização em larga escala, mas isso sempre existiu e vai existir.”

 

Esteves acompanhou processos históricos no fotojornalismo diário enquanto trabalhou na Folha de S. Paulo entre as décadas de 1980 e 1990: a cor na fotografia,a digitalização dos negativos, a imagem digitalizada.

E a evolução não para por aí. “Em breve, com aplicativos e sistemas variados oferecidos ao fotógrafo, entusiasta ou usuário que deseja nada mais que uma foto do seu café ou hamburger, a mobgrafia deixará de ser uma linguagem fotográfica para assumir aquilo que sempre foi: fotografia”, prevê Lemos.

Do filme ao Instagram

Sardinha é usuário desde 2011. “Não uso o Instagram como rede social, mas para ver fotografia boa. Não vou seguir uma pessoa só porque ela é minha amiga, quero ver pontos de vista ao redor do mundo. Acompanho fotógrafos em vários países, cada um tem uma visão, uma geografia, uma cultura.
Os dez mais: @mustafaseven – Turquia, @elinlia – Noruega, @nicanorgarcia – Espanha, @juanesteves – Brasil, @le_blanc – Alemanha,@jethromullen – EUA, @marcecchi – Brasil, @fabsgrassi –Brasil, @koichi1717 – Japão, @seb_gordon – França.
Tem muita gente que fotografa com câmeras tradicionais e posta no Instagram. Eu valorizo a foto por celular, com o grau de dificuldade que essa ferramenta nos propõe. Tecnicamente falando,com uma câmera boa no modo automático qualquer um pode fazer uma foto boa: a câmera vai pegar todos os pontos de foco,vai balancear a luz. Como eu vim da época do filme, era preciso entender todo o processo: velocidade, diafragma, asa… A gente não via o que estava fotografando, era preciso um conhecimento muito maior. Hoje podemos fazer cinquenta fotos, escolher e editar no próprio celular. Muda o equipamento, a maneira de tirar foto, mas o olhar sempre será o diferencial do fotógrafo.”

Pop nas redes

“A fotografia passa uma emoção. É daí que vem o engajamento nas redes sociais. Antes de postar, já sei quais fotos vão agradar, mas não me prendo a isso. Algumas fotos menos populares agradam pessoas com um olhar mais incomum,minimalista ou denso. Gosto dessa diversidade e sigo o meu estado de espírito. Tem dias que quero fazer uma imagem mais introspectiva, melancólica. As pessoas buscam o positivo, mas não quero e não vou ficar preso ao que elas gostam. Não quero fazer sempre aquela foto linda com uma nuvem maravilhosa e o vermelho do pôr do sol. Às vezes quero passar uma emoção mais fria e solitária. As emoções da fotografia não são literais, são geradas pela cor, forma,textura”, diz Sardinha.
Apesar do grande número de fãs e seguidores, Gal também se concentra em seu próprio processo artístico. “O que não consigo conceber é o artista que dá a ‘comida’ que as pessoas querem. A aventura do artista é estimulante para si mesmo e para quem o acompanha quando ele se mantém fiel ao seu processamento da realidade. A aventura artística está em reprocessar o mundo e devolvê-lo como algo diferente.”

Novas ferramentas, novos símbolos, nova poética

Gal vai fundo na análise: “Com o maior acesso à leitura e produção de fotografias, estamos aumentando nosso universo simbólico. Antigamente, não víamos tantas pessoas ‘falando sozinhas’ na rua. Hoje isso é comum.Já temos uma poética disso, como a pessoa que caminha pela rua iluminada pelo visor do celular… Criamos novas poéticas e novos símbolos porque o homem está movendo a matéria de forma diferente,criando novas ferramentas, fotografando com outros equipamentos.A poética e a simbologia mudam conforme o modo com que movemos a matéria. Em um filme de 1920, por exemplo, uma pessoa falando ao telefone simbolizava a alta tecnologia”.

#interferenciazero

“Arte é autoria pessoal. No caso da fotografia autoral, do click à publicação, passando pela edição, não deve haver interferência de terceiros no processo criativo”, diz Rojas.
A fotografia por celular e as redes sociais viabilizaram o compartilhamento imediato das imagens, dando mais agilidade e autonomia aos fotógrafos, que podem editar e publicar os próprios trabalhos. Sites e redes sociais, como Instagram,o bom e velho Flickr e o Facebook servem de vitrine para muitos artistas, que já não dependem exclusivamente de galerias e museus para exibir suas imagens. Se bem que muitos museus e galerias já abriram suas portas para a mobgrafia.
Gal, por exemplo, está satisfeito com o “andar da carruagem”:“Estou ótimo com meu celular. Nunca estive melhor de procedimento fotográfico. Mas como em tudo, solucionamos alguns problemas e criamos outros”.
Está claro e nítido: a evolução continua, e cada vez mais acelerada. Em fotografia, “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”…


Cadu Lemos
@cadulemos
Fotógrafo desde a década de 1970.
Aprofundou-se em aplicativos, filtros,ferramentas, técnicas e linguagens fotográficas. Ensina a fotografia em workshops, vivências e treinamentos, inclusive no mundo corporativo.
É criador do movimento mObgraphia,composto por workshops, festivais,exposições etc.

Ricardo Rojas
@rrojas65
Fotógrafo profissional há mais de trinta anos e editor de fotografia. Seu trajeto inclui o mercado editorial, publicitário e a Folha de S. Paulo. Parceiro da mObgraphia, atualmente desenvolve trabalhos autorais de fotografia com celular, é fotógrafo integrante do “Inside Out Project” e prepara seu primeiro livro,A nova cara da terceira idade.

Gal Oppido
@galloppido
Fotógrafo, artista plástico, arquiteto. Tem mais de quarenta exposições realizadas e mais de dez livros publicados, individuais e coletivos. O foco de seu trabalho autoral é a expressão corporal na fotografia e a relação do homem com a matéria processada.

Juan Esteves
@juanesteves
Tem imagens publicadas em diversos países. É colaborador de textos e fotos para editoras brasileiras e no exterior. Foi fotógrafo e editor de fotografia da Folha de S.Paulo, é autor de quatro livros e tem imagens na maioria dos acervos brasileiros, com mais de uma centena de exposições individuais e coletivas no Brasil e exterior.Crítico e professor de fotografia, é fotógrafo de retratos,sua especialidade.

Edu Sardinha
@sardinha17
Fotógrafo, designer, publicitário, músico. Seus principais temas são arquitetura, perspectivas gráficas, natureza e cênico urbano. Desde 2007, Sardinha fotografa shows e personagens do flamenco, tema que lhe rendeu duas exposições individuais e uma coletiva, além de outras exposições sobre temas diversos.

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Captado com iPhone, utilizando o aplicativo Hyperlapse.
Linha Amarela Faria Lima Paulista
Pós edição no Final Cut.

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Exposição coletiva de participantes do Insgtagram na galeria Hocdie. 04/04/2013

Fotos / Mobgrafias de Eduardo Sardinha que participaram da exposição com curadoria de Juan Esteves

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